Catálogo


Fogo Consumidor
Fragrância de vida ou tormento de fogo? Entre os que crêem em Deus, é quase universal o raciocínio de que a única maneira de acabar com o pecado é deter os ímpios de vez, em pleno caminho, fazendo descer do coração de Deus uma torrente ardente de furor que queime os ímpios e lhes ponha fim. Pensa-se muitas vezes que os ímpios não se vão destruir simplesmente a si mesmos e que, se Deus é um Deus de justiça, castigará os transgressores e lhes dará a paga do seu mal segundo as obras que fizeram, lançando-os Ele mesmo directamente nas chamas e queimando-os vivos. Faria um Deus de amor uma coisa destas aos Seus próprios filhos? Queimaria o leitor os seus próprios filhos rebeldes — vivos, dentro das chamas — e ficaria a vê-los gritar em agonia? Há quem diga que a única maneira de erradicar um cancro é cortá-lo e deitá-lo fora. O problema desta analogia é que, quando se corta um cancro, o objectivo é salvar a vida, não destruí-la. Há quem diga que os ímpios são como um cão com raiva, que precisa de ser abatido. Pega-se então no cão e queima-se lentamente numa fogueira, durante vários dias, enquanto ele grita e uiva em agonia e os justos clamam: «mais um pouco, tu mereces isto por causa da tua maldade»? Será isto realmente o que vai acontecer no fim? Verdadeiramente Ele levou sobre Si as nossas dores e carregou as nossas tristezas; contudo nós O reputávamos por ferido, golpeado por Deus e afligido. Isaías 53:4

